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Tudo o que você precisa saber antes de comprar um colchão

  • 8 de julho de 2017
O que você precisa saber antes de trocar o seu colchão | Americanflex

Qual será o papel do colchão no seu dia-a-dia? Uma boa noite de sono tem um poder reparador, não é verdade?

Por mais que tudo esteja tranquilo em casa ou no trabalho, essa fase do dia pode ser prejudicada por causa do colchão onde dormimos.

Periodicamente, precisamos substituí-lo para manter a saúde, tanto física quanto mental. Mas aí nos deparamos com uma série de modelos, tecnologias, tamanhos e formatos diferentes. Então, qual escolher?

Confira agora tudo o que você precisa saber antes de comprar um colchão.

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1. Colchão e sono de qualidade: entenda essa relação

Todos nós conhecemos as consequências de uma noite mal dormida: rola para um lado, para outro, não encontra uma posição confortável e de manhã, o que resta é uma sensação horrível de cansaço.

Quem passa por isso sofre bastante, principalmente por estar ciente de que desfrutar de uma noite bem-dormida é essencial para a saúde da mente e do corpo.

Uma boa noite de sono garante muitos benefícios, ajudando até mesmo a diminuir a tendência de problemas de saúde.

Em entrevista à Rádio Estadão, o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior, membro da Associação Brasileira do Sono, afirma que uma série de problemas endócrinos estão ligados à falta de sono de qualidade. Ele cita também as complicações cardiovasculares, a diabetes e o envelhecimento precoce.

Ficar se revirando na cama e lutando para dormir é uma prática familiar para muitas pessoas — mas que deve ser corrigida com urgência. A dificuldade pode estar tanto em adormecer quanto em manter um sono restaurador.

Para entender melhor, veja as fases do sono:

  • adormecimento: zona intermediária entre estar acordado e dormindo;
  • sono leve: temperatura e ritmo cardíaco diminuem;
  • entrando em sono profundo: as ondas cerebrais diminuem o ritmo;
  • sono profundo: o corpo repõe as energias do desgaste diário;
  • formação dos sonhos: o cérebro faz um tipo de faxina na memória.

Se uma das etapas acima é prejudicada, as demais sofrem com as consequências. O mesmo ocorre em relação ao dia seguinte, em que seu corpo precisará de mais esforço para funcionar, pois a energia gasta anteriormente não foi adequadamente restituída.

O barulho e o desconforto se destacam entre os problemas que prejudicam o sono. Mesmo quando nos sentimos sonolentos ao começar a pegar no sono, o cérebro continua ativo. Por esse motivo, os ruídos e o desconforto de um colchão ruim afetam todas as etapas do sono.

À medida que entramos na fase do sono leve, uma área do cérebro chamada de hipotálamo começa a bloquear o fluxo de informações que vêm dos nossos sentidos para a mente — e, por isso, ficamos mais relaxados.

O problema é que nessa fase do sono, ainda é possível perceber alguns ruídos e a sensação de desconforto — que são capazes de nos deixar acordados.

Veja quais são os outros problemas que afetam a qualidade do sono.

  • rotinas irregulares;
  • temperatura inadequada do ambiente;
  • ingestão de alimentos gordurosos;
  • estresse.

Às vezes, somos acometidos por todos esses problemas, mas deixamos passar um que parece não receber a devida importância: a qualidade do colchão.

E esse é um item importante pois, ao deitar para dormir, um colchão com imperfeições ou um modelo errado para o seu biótipo prejudica a qualidade do sono. Em um colchão muito mole, por exemplo, a coluna tende a ficar mal sustentada, ocasionando dores na região lombar.

Já um colchão duro demais impede que a pessoa se movimente durante a noite, deixando o corpo tenso. Isso faz com que ela acorde com a sensação de cansaço, de que não repousou o suficiente.

Por isso, a escolha do colchão adequado é fundamental tanto para o descanso quanto a saúde.

2. Quando é hora de dizer adeus ao seu colchão?

Diante da relação apresentada entre o colchão e o sono de qualidade, você já tem em mãos os primeiros pontos que podem ser avaliados. Será que é a hora de dizer adeus ao seu colchão velho?

Quem se priva de uma boa noite de sono fica mais suscetível aos acidentes de trabalho, pois o corpo não tem as energias suficientes para acompanhar o mesmo ritmo do cérebro. O mesmo ocorre com doenças como a depressão, o estresse e até a obesidade.

Recomenda-se que, duas vezes ao ano, você faça uma avaliação do conforto do seu sono.

Responda com sinceridade aos questionamentos abaixo.

  • Você acorda com dores?
  • Você está dormindo tão bem quanto há um ano?
  • Sente que tem uma melhor noite de sono em outra cama?
  • O seu colchão apresenta sinais visíveis de uso e de desgaste?

Se você respondeu “sim” para duas ou mais perguntas, chegou o momento de dizer adeus ao seu colchão.

Saiba que todo colchão — por mais resistente e de qualidade — tem um prazo de validade. Quando ele não recebe os cuidados adequados, esse prazo pode diminuir rapidamente.

O colchão precisa ser trocado até mesmo quando há alguma mudança física em quem dorme nele. Uma criança que cresceu e, agora, está na fase da adolescência: ela ganhou peso e tem dimensões maiores. O mesmo ocorre com quem está em uma situação de obesidade, pois cada colchão tem uma capacidade diferente de peso.

Outro sinal de que o seu colchão precisa ser trocado é quando ele apresenta uma deformação permanente. Sabe aquele buraco em que suas costas se encaixam perfeitamente? É disso que estamos falando! E acredite: trata-se de algo extremamente prejudicial para a sua saúde.

As deformações são comuns, sobretudo, nos colchões fabricados apenas com espuma. Ao suportar diariamente a carga de peso do corpo, o material, gradativamente, cede e a elasticidade da espuma é afetada.

O desgaste natural é somente um dos fatores relacionados à qualidade do colchão — e um dos motivos para trocar a peça.

A armazenagem também interfere em sua qualidade. Em casas de veraneio ou de inverno, por exemplo — onde é comum receber os amigos e familiares poucas vezes durante o ano —, os colchões são guardados na vertical com o intuito de não acumularem poeira.

O problema é que, nessa posição, o colchão se deforma, pois a maior parte do peso vai para uma das pontas. O ideal é que esse objeto fique guardado sempre na horizontal — para evitar deteriorações.

colchão ideal para você

3. Tipos de colchão

Existe uma tática chamada de “regra dos 15 minutos”: deite sobre o colchão em sua posição normal de sono e aguarde 15 minutos para sentir, verdadeiramente, o produto.

Caso a compra seja feita para duas pessoas, os dois devem deitar juntos para saber se o nível de conforto é compartilhado por ambos.

Esse teste é bastante eficaz, pois o mercado está repleto de opções quando o assunto é colchão. O fato é que quem determina qual é o mais confortável é o seu corpo.

Vamos falar um pouco mais sobre cada tipo de colchão?

3.1. Colchão com molas internas

É o tipo de colchão mais popular por causa de suas possibilidades de escolha, disponibilidade e acessibilidade.

Ele é composto por um sistema de suporte de molas de aço cobertas por outros materiais que proporcionam isolamento e amortecimento.

O colchão com molas internas pode ficar no topo de um box ou de uma estrutura comum de cama.

A primeira característica a ser avaliada nesse colchão é o número de molas. O objetivo delas é distribuir o peso do seu corpo na estrutura. Quanto menor for o número delas (mais próximo de 250), mais macio ele será. Quando o número for mais alto (mais próximo de 1.000), isso significa que ele apresenta mais firmeza.

Essa contagem não deve ser o fator determinante, pois o tipo de mola e a espessura do aço também indicam se o colchão é de qualidade ou não.

Leve em consideração a segunda característica, que é a espessura do aço que compõe a mola. Quando ela é composta por um fio mais grosso, o colchão costuma ser duro e firme. Já uma mola de fio mais fino deixa a peça mais elástica e macia.

Outro fator a se considerar é a disposição das molas. Elas podem estar combinadas de forma interligada ou separada. Quando são ensacadas individualmente, elas proporcionam mais conforto ao casal, pois enquanto um se mexe, o outro não sente o movimento.

Fique de olho também no tipo de estofamento e preenchimento, pois são eles que causam a flacidez no colchão. Quando ele possui pillow top (camada adicional de espuma), parece ser mais confortável de se dormir no início. O problema é que, ao longo do tempo, essa camada tende a ficar deformada.

Não se esqueça de conferir o suporte de borda. Esse é um recurso utilizado para garantir que os lados do colchão não cederão com o tempo, permitindo que a superfície seja aproveitada ao máximo.

Por fim, avalie a possibilidade de comprar uma cama box. Trata-se de uma estrutura de madeira com molas, coberta por tecido. Suas molas agem como absorventes de choque para o peso que fica em cima do colchão, prolongando a vida útil do produto e melhorando o seu investimento.

As vantagens de comprar um colchão com molas internas:

  • ampla faixa de preço;
  • maior possibilidade de escolha e combinações;
  • molas ensacadas individualmente são recomendadas para casais;
  • alguns modelos são feitos com foco em higiene.

3.2. Colchão de espuma viscoelástica

O colchão feito com espuma viscoelástica nasceu na década de 1970. Foi quando os cientistas da época desenvolveram um material de absorção e pressão para a Agência Espacial Norte Americana, a NASA. Os astronautas usavam essa espuma como amortecimento e apoio durante a decolagem e o pouso do ônibus espacial.

O viscoelástico é um material com a capacidade de voltar ao formato original, dando ao colchão a habilidade de se adequar ao corpo e aliviar pontos de pressão.

O fato é que esse material começou a ser copiado e deixou de receber todo o tratamento necessário para que voltasse ao formato original. Nessas cópias, foi adicionada a espuma em gel. Ela eventualmente se transforma em grânulos de gel, causando pequenas gotas ou cápsulas dentro do colchão — deixando-o menos durável e pouco resistente.

A escolha de um colchão feito com viscoelástico deve levar em consideração, primeiramente, a espessura da espuma. Essa peça funciona melhor quando seu material de composição está disposto em camadas que ficam em cima de um suporte.

Outro ponto interessante a ser observado é a densidade da espuma — quanto mais baixa ela for, menor será o preço do colchão.

Como você precisa ter um suporte adequado para sustentar seu corpo, isso significa que cada pessoa terá sua densidade favorita. Alguém com pouco peso, por exemplo, pode preferir uma espuma menos densa, que permite aquela sensação de derretimento que só esse tipo de colchão proporciona.

Confira algumas vantagens de um colchão com espuma viscoelástica:

  • oferecem pouca transferência de movimento;
  • ajusta-se ao corpo de acordo com o calor e a pressão;
  • volta ao formato original (quando de boa qualidade);
  • reduz pontos de pressão sob o corpo;
  • possui garantia acima do normal de mercado.

3.3. Colchão de látex orgânico

O colchão de látex orgânico é fabricado com borracha natural, coletada diretamente das árvores seringueiras. Esse material deixa a peça semelhante ao colchão de espuma viscoelástica, minimizando os pontos de pressão e adquirindo características antimicrobianas e antibacterianas.

Como os ácaros não conseguem viver na borracha, a durabilidade do produto é alta e ele demora a apresentar deformações. Caso queira escolher um, é necessário ficar atento a duas características: fabricação e tipo de látex utilizado.

3.4. Espuma

O colchão de espuma é mais leve, pois é feito de esponja.

Ele possui um sistema que relaciona o peso de quem vai dormir com a densidade de sua composição. Essas informações são descritas em uma tabela localizada na lateral ou na embalagem do produto.

Veja as vantagens de comprar um colchão de espuma:

  • fácil de encontrar no mercado;
  • melhor custo-benefício.

4. Como escolher o colchão?

Ao entrar em uma loja ou conferir os modelos no site, todos os colchões parecem ser muito parecidos, não é verdade? Por esse motivo, é importante pesquisar as características, as vantagens e as desvantagens de cada colchão.

A seguir, confira algumas dicas que vão facilitar a sua escolha.

4.1. Política de troca e de devolução

Se, ao comprar e o produto, você chegar à conclusão de que não é o ideal, você pode trocar por outro modelo ou devolver o colchão à loja.

Uma boa loja possui uma política que permite a troca ou a devolução do produto. Afinal, estamos falando de um investimento para o seu bem-estar.

4.2. Considere o conforto

Não se acanhe! Você precisa estar preparado para testar o colchão. Deite-se em um e teste-o em todas as posições.

Caso queira comprar pela internet, as boas lojas fornecem um aplicativo para escolher o modelo ideal para você, de acordo com seu peso e altura. Em um colchão de casal, por exemplo, é preciso considerar a pessoa de maior peso — para estabelecer a densidade ideal.

4.3. Escolha o tamanho correto

Em relação ao tamanho do colchão, é preciso considerar duas medidas: a sua altura e as medidas do cômodo em que o colchão será instalado.

Sendo assim, veja quais são os tamanhos padrões dos colchões comuns:

  • solteiro: 1,88 m x 0,78 m;
  • viúvo: 1,88 m x 0,88 m;
  • casal: 1,88 m x 1,28 até 1,38 m;
  • queen: 1,98 m x 1,58 m;
  • king: 2,03 m x 1,93 m.

Caso seja necessário, busque por uma marca que tenha fabricação sob medida.

5. Melhores posições para dormir

Já que estamos falando sobre dormir bem, que tal conferir quais são as posições mais confortáveis para uma ótima noite de sono?

Baseado em uma série de problemas relacionados ao mal posicionamento na hora de dormir, veja como você pode se posicionar na cama para manter sua noite de sono mais tranquila e agradável.

5.1. Dor nos ombros

Se você apresenta dores nos ombros, opte por dormir de costas, sem pressionar o local dolorido. Caso queira deitar de lado, abrace um travesseiro grande para manter a área descansada.

5.2. Dor nas costas

Recomenda-se três posições para quem sofre com dores nas costas.

A primeira é de costas, colocando um travesseiro embaixo do joelho ou uma toalha na altura da lombar — com o objetivo de manter a curvatura natural do corpo.

Outra opção é a posição de lado, ou fetal, colocando um travesseiro entre os joelhos. Dessa maneira, as costas ficam aliviadas e é bom para os joelhos e abdômen..

Por fim, há a possibilidade de deitar de barriga para baixo, deixando uma elevação na área próxima à barriga.

5.3. Refluxos

Quem sofre com refluxos deve dormir de barriga para cima, elevando o máximo possível a região da cabeça com travesseiros. Grávidas, no entanto, devem evitar dormir de barriga para cima.

5.4. Dor de cabeça

Durma de lado com um travesseiro alto que esteja alinhado com o ombro. Ou deite de barriga para baixo com um travesseiro mais baixo.

5.5. Apneia e ronco

Para quem ronca muito à noite ou tem problemas de apneia noturna, a melhor posição é a de lado ou de bruços.

5.6. Dor no pescoço

Tente deixar o seu pescoço em uma posição neutra, evitando dormir de barriga para baixo. Nesse caso, a escolha de um bom travesseiro também ajuda a evitar dores na região.

6. Marca importa?

Não há provas científicas de que um determinado colchão seja perfeito para todas as pessoas. O colchão perfeito é uma questão de escolha pessoal, pois o que funciona para um pode não funcionar para outro.

Cada marca de colchão tem sua própria história, missão e valores. Se todos os produtos fossem iguais, padronizados, elas deixariam de existir.

Ao apresentarem novidades ao consumidor, elas criam diferenciais que as distinguem e dão uma maior possibilidade de escolha para quem vai comprar.

Sendo assim, vale a pena pesquisar bastante antes de optar por um determinado colchão. Todas as marcas têm seus próprios processos de fabricação e, algumas delas, equipes responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias que oferecem o conforto necessário para uma boa noite de sono.

Avalie as opções disponíveis e leve em consideração a qualidade do material oferecido e o custo-benefício.

Faça uma boa escolha e tenha excelentes noites de sono.

Tirou todas as suas dúvidas sobre como escolher um bom colchão? Então aproveite para conferir a melhor escolha entrando em contato conosco. Clique aqui e fale com um especialista.

Colchões Americanflex

6 Comentários

  • Vercília

    Muuuuuito obrigada por todas estas informações. Tudo muito importante, pois ñ estamos tratando de comprar um calçado… Q se nos aperta, tiramos e colocamos outro…
    Um colchão é para muitos anos, e passamos 1/3 de nossas vidas nele… Amei tudo 💗

    Reply
    • Americanblog

      Olá Vercilia!
      Muito obrigado pela feedback. Concordamos com você e sempre lembrando que dormir bem é sinal de saúde!

      Reply
  • Sonia Cristina de Souza

    Gente comprei esse colchão,me dei mau,além de passar bolor para o outro colchão,eu acordo pior que. Antes,pra mim no meu ponto de vista propaganda enganosa.

    Reply
    • Americanblog

      Olá Sonia!
      Qual colchão você comprou? É que nossa matéria é sobre ajuda na hora de escolher um colchão, quais pontos considerar antes de comprar.

      Reply
  • Wellington

    Ótima matéria. Parabéns!
    O colchão de látex justifica realmente o seu alto preço? Como identificar se o Látex é natural ou sintético? Pra quem sente dores nas costas ao levantar, o látex ajuda a minimizar esse problema? Obrigado, desde já.

    Reply
    • Americanblog

      Olá Wellington!
      Muito obrigado pelo feedback 🙂
      Para você saber se o látex é natural ou sintético, o melhor caminho é ver nas especificações do produto ou entrar em contato direto com o fabricante.
      Sobre as suas dores nas costas, o mais importante é verificar se o seu colchão está com a densidade adequada ao seu biotipo. Se for um colchão de molas, verifique também se o tipo de molejo suporta o seu biotipo. Em resumo, o que mais influencia para ter uma boa noite de sono é ter um colchão que proporcione a sustentação ideal ao seu corpo, o látex vai influenciar mais na questão do nível de conforto que você prefere.

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