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A Origem: 7 curiosidades sobre o melhor filme sobre sonhos

  • 18 de maio de 2018
A Origem

O filme A Origem (título original, Inception) estreou em 2010 e foi um daqueles lançamentos que fazem história no cinema. Com um roteiro original e ousado, teve uma bilheteria de mais de US$ 800 milhões em todo o mundo e foi aclamado pela crítica e público — tanto que continua sendo um sucesso até hoje!

Dirigido e escrito por Christopher Nolan, o filme conta a história de um ladrão de informações estratégicas de mercado, que opera seus crimes invadindo os sonhos das vítimas. Mas o desafio real começa quando ele recebe a tentadora proposta de, em vez de obter informações durante o sono, implantar a semente de uma ideia na cabeça de alguém, usando seus sonhos como meio.

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O elenco, uma atração por si só, é composto por Leonardo DiCaprio no papel principal. O ator é acompanhado por outras estrelas, como Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Michael Caine e Marion Cotillard, entre outros nomes de peso.

A obra já é interessante. Mas a lista de curiosidades que preparamos sobre ela é ainda mais! Ficou curioso? Leia todas a seguir!

(Se você ainda não viu o filme, atenção: este texto contém spoilers!)

1. Tudo é um sonho

Uma das questões que fazem de A Origem um filme tão grandioso é a possibilidade que o roteiro dá para diversas interpretações diferentes. Uma delas afirma que tudo que acontece na história, desde a primeira cena, é um sonho. Mas quem está sonhando?

Há quem diga que é o próprio Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), enquanto outros defendem que quem está sonhando é Saito (Ken Watanabe) — inclusive, alguns apontam que ele é o real arquiteto.

2. Nolan garantiu que o filme não seria confuso

Quando foi apresentar a proposta do filme para a distribuidora Warner, o diretor garantiu aos executivos que toda a trama do sonho dentro de outro sonho não ficaria confusa, visto que as marcações espaço-temporais estariam bem claras.

Ele adiantou que cada camada de sonho seria pensada em um contexto bem diferente — debaixo de chuva, em uma locação interior e à noite, na neve — e os personagens estariam vestidos de acordo com cada um deles. Isso facilitaria a compreensão e faria com que os espectadores identificassem rapidamente o que estava acontecendo.

3. Ler sonhos será possível

Por enquanto, se já é possível induzir uma pessoa ao sono — e isso faz parte da rotina de muitas pessoas que têm insônia e precisam da ajuda de medicamentos para dormir —, uma máquina capaz de orientar os sonhos dos indivíduos, como acontece no filme, ainda não foi inventada. Mas a possibilidade de ler o sonho de alguém é algo que está prestes a acontecer.

O primeiro passo foi dado em uma pesquisa da Universidade de Oxford. Os cientistas descobriram que, diante de um termo específico — como “Bill Clinton”, um dos exemplos que os pesquisadores usaram —, determinados neurônios são ativados.

Os cientistas, então, mapearam alguns neurônios e, por meio de exames de imagem do cérebro, conseguiram identificar quando eles eram ativados durante um sonho. Com mais alguns anos de pesquisas e avanços nessa área, espera-se que, no futuro, seja possível fazer uma leitura dos sonhos das pessoas e saber o conteúdo deles.

4. A realidade pode interferir em um sonho

Um dos níveis de sonhos mostrados no filme A Origem acontece debaixo de uma chuva que não passa. A explicação para isso é o fato de o sujeito sonhador — Fischer (Cillian Murphy) — estar com vontade de ir ao banheiro. Na vida real, uma situação similar pode acontecer.

Como explicou Freud, ainda no finalzinho do século XIX, o ambiente externo pode ter influência direta sobre os sonhos. Nesse caso, a realidade aparece mascarada, de modo a manter o sonhador adormecido, já que os sonhos acontecem na fase REM, quando o sujeito está em sono profundo. Por isso, os estímulos do ambiente sempre são ressignificados dentro do sonho.

Você mesmo já deve ter passado por isso. Um exemplo bem comum é quando algum barulho — digamos, uma música — que está tocando no lugar onde você está dormindo entra no seu sonho e passa a fazer parte dele. Ou quando você está com fome e sonha que está comendo uma refeição deliciosa.

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5. Você já deve ter ouvido a música tema antes

Durante a trama, os personagens são acordados por uma música específica. A canção escolhida foi “Non, je ne regrette rien” (“não, eu não me arrependo de nada”, em tradução livre), de Edith Piaf. Hans Zimmer, compositor responsável pela trilha do filme, foi até o Arquivo Nacional da França, encontrou a gravação original da música, selecionou um trecho e o modificou.

A escolha da famosa canção de Piaf não foi à toa: Cobb é um personagem que está tomado pela culpa e arrependimento pela morte de sua esposa, Mal (Marion Cotillard). Em outra alusão à faixa de Piaf, o filme tem duração de 2 horas e 28 minutos — enquanto a música tem 2’28”.

6. Nolan escreveu o roteiro “de cabeça”

É comum, em filmes que têm um argumento técnico como “A Origem”, os roteiristas pesquisarem muito sobre o tema antes de escreverem. Não foi o que aconteceu com Nolan ao colocar sua ideia no papel. Ele escreveu tudo baseado em suas próprias sensações e experiências com os sonhos.

Em uma entrevista ao site Collider na época do lançamento do filme, ele explicou que prefere essa abordagem para se comunicar melhor com o público. “Acho que muito do que você deseja alcançar com a pesquisa é só confirmar as coisas que você quer fazer”, disse ele em entrevista ao site.

“Se a pesquisa contradiz o que você quer fazer, você tende a insistir e fazer assim mesmo. Então, em um determinado momento, eu percebi que se você está tentando alcançar o público, ser o mais subjetivo possível e tentar escrever algo genuíno é o melhor caminho”, completou.

7. Cobb volta para a realidade no fim

Apesar do angustiante fim ambíguo do filme A Origem, o próprio Christopher Nolan sugeriu que Cobb volta para a sua realidade e para os filhos. Segundo o roteirista e diretor, a cena do peão é uma indicação de que Cobb perdeu a obsessão pelos próprios sonhos, e não uma insinuação de que ele fica preso no sonho para sempre.

Ficou com vontade assistir, agora que você está por dentro desses fatos? Antes de sair correndo para a TV, compartilhe este post nas suas redes sociais e convide os amigos para a sessão!

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2 Comentários

  • Alessandro Melo

    Outra curiosidade interessante sobre a música de Piaf: Marion Cotillard ganhou um Oscar por justamente ter interpretado… Edith Piaf. Não bastasse isso, ela disputava justamente com Ellen Page

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  • Flávia

    No primeiro sonho não era o FIsher que tava sonhando, era o cara que formulou a droga pra dopar eles.

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