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Alergia respiratória: o que você precisa saber para evitá-la

  • 23 de abril de 2019
alergia respiratória

Você sabe o que cerca de 500 milhões de pessoas têm em comum? Espalhadas pelo mundo todo, elas sofrem com rinite. Essa é uma alergia respiratória que, apenas no Brasil, impacta 26% das crianças e 30% dos adultos no país. Embora seja a mais frequente, não está sozinha.

Há outros quadros que se encaixam nessa classificação, o que exige atenção extra. Uma condição alérgica  é capaz de afetar o bem-estar e o cotidiano de várias maneiras — e, em alguns casos, é um risco para a saúde. Portanto, vale pensar em meios de controlá-la e até de impedir a manifestação dos sintomas.

O conhecimento é a melhor arma nesse momento, então é interessante abordar a condição de forma completa. A seguir, veja tudo o que você precisa saber sobre alergia respiratória e aprenda a evitá-la!

O que são alergias respiratórias

Quando o corpo é exposto a uma substância que causa sensibilidade, ele tem uma reação para “combater” esse componente. Em alguns casos, há uma resposta exagerada por parte do organismo, o que desencadeia o processo alérgico. Essa condição ocorre por diversos motivos, como alimentação, medicamentos ou elementos do ambiente.

A alergia respiratória, por sua vez, se dá nas vias aéreas. Nesses quadros, o sistema respiratório é o principal afetado. A intensidade da crise varia para cada pessoa, e há indivíduos que sofrem com manifestações exageradas. Além disso, é comum que se desenvolva ainda na infância, mas essa não é uma regra.

Como não tem cura, o paciente encara esse problema ao longo de toda a vida. No entanto, certas medidas ajudam a impedir a exposição aos agentes que desencadeiam crises. Assim, é possível evitar a recorrência da situação.

Alergias respiratórias mais comuns

A alergia respiratória não acontece de maneira idêntica para todo mundo. Dependendo da região alterada ou da manifestação, ela é dividida em alguns quadros, os quais merecem atenção. Ao conhecer as alternativas, é mais fácil identificar a melhor forma de agir.

A divisão principal ocorre entre as áreas afetadas do sistema: superior (como nariz) e inferior (como o pulmão), o que leva à rinite e à asma. A seguir, veja as características de cada caso e entenda como eles impactam o organismo.

Rinite

Entre as alergias respiratórias, a rinite alérgica é o quadro mais comum. Como visto, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela é caracterizada pela inflamação das mucosas nasais, o que gera uma sensação de desconforto e diversos sintomas, que, no entanto, não chegam à região pulmonar, o que a torna um pouco menos perigosa que outras condições.

O tratamento mais eficaz é evitar o contato com os agentes causadores, de modo a impedir a sensibilização. Sem o cuidado adequado, por outro lado, o problema pode desencadear outros e piorar a qualidade de vida do paciente. A seguir, veja quais são possíveis consequências dessa situação.

Sinusite

A sinusite é considerada uma complicação decorrente da rinite alérgica. Ela pode acontecer quando o quadro é muito intenso ou quando não é tratado da maneira certa. De qualquer forma, é uma inflamação da região que é conhecida como seio da face.

Com o “entupimento” dessas estruturas, há um desconforto intenso. O tratamento adequado da rinite, por outro lado, permite evitar ocorrências como essa.

Faringite

Outra possível complicação da rinite alérgica é conhecida como faringite não infecciosa. Essa é uma inflamação da faringe, uma área da garganta, e que geralmente acontece pela ação de vírus ou bactérias. No entanto, a versão alérgica está ligada, principalmente, aos sintomas da rinite.

É comum por estar associada à respiração pela boca, devido aos prejuízos ao funcionamento nasal. Então, ligar com a alergia é o melhor jeito de garantir a comodidade e evitar o problema.

Asma

Entre os tipos de alergia respiratória, a asma é o mais grave. Também é chamada de bronquite alérgica e é causada por uma inflamação na região dos brônquios. Como são essas as estruturas as que conduzem o ar até os pulmões, a intensidade do quadro tende a ser elevada.

Sem o devido tratamento, o paciente pode ter dificuldades para continuar a respirar ao longo da crise. Casos graves ou muito recorrentes, em geral, exigem a utilização de medicamentos específicos — a famosa “bombinha”, composta por anti-inflamatórios que, com a respiração, chegam aos brônquios. Como eles voltam para o tamanho normal, o processo é restabelecido.

Sintomas mais comuns das alergias respiratórias

Cada pessoa é diferente, então não dá para dizer que um quadro de alergia respiratória sempre vai acontecer do mesmo jeito. No entanto, há sintomas que ocorrem com bastante frequência.

Conhecê-los é importante, inclusive, porque alguns são parecidos com os de gripes ou resfriados. Ao entender como é a sensação gerada pelo corpo, dá para compreender melhor o que acontece no seu organismo. Então, descubra quais são os sintomas mais frequentes dessas condições!

Espirros seguidos

A “porta de entrada” para esses quadros, normalmente, é a respiração. Os agentes que causam a alergia são “aspirados” pelo organismo, e, então, seu sistema começa a reagir. Especialmente nos casos em que a região superior é afetada, é comum que ocorram vários espirros seguidos.

De certa forma, o corpo tenta “expulsar” o microrganismo que causa a reação alérgica. Como, muitas vezes, ele está na cavidade nasal, essa é a consequência. É importante notar que, normalmente, os espirros acontecem de forma contínua por alguns minutos, algo bem diferente de espirrar ocasionalmente, justamente por causar um incômodo maior.

Na maioria dos casos, o quadro também é acompanhado de uma sensação intensa de coceira em toda a área — e que pode se espalhar para olhos e ouvidos.

Coriza

Ainda na região nasal, é comum que os indivíduos em crise alérgica sofram com a coriza. Como não se trata de uma infecção viral ou bacteriana, a secreção é bem clara e quase transparente. Em muitos casos, é bastante líquida — em vez de ser espessa, como em um resfriado.

Ao mesmo tempo, o acúmulo de secreção gera o entupimento das narinas e das vias respiratórias, o que leva à necessidade de respirar pela boca, devido à obstrução. Como visto, trata-se de algo pode causar uma dor de garganta secundária, originada pela faringite.

Olhos vermelhos

Toda a região da face está relativamente conectada. É por isso que, muitas vezes, problemas no ouvido se refletem no nariz ou na garganta, por exemplo. Com a alergia respiratória, não é diferente. Como a área do rosto é impactada, os olhos também sofrem. Frequentemente, ficam vermelhos e lacrimejando, o que causa bastante incômodo.

Além de ocorrer pela proximidade, essa reação tem a ver com a presença dos agentes alergênicos. Em diversas oportunidades, eles entram no nariz e na área dos olhos. O corpo começa a combatê-los, o que significa aumentar a produção de lágrima e gerar coceira. Como consequência, o sintoma ganha força e pode até surgir antes dos primeiros espirros.

Tosse seca

Já que a garganta também é afetada, a condição leva a uma ocorrência de tosse seca. Quem sofre com o problema, normalmente, relata a sensação de garganta que “arranha”, por causa do ressecamento. Em parte, isso tem a ver com a respiração pela boca, que não é filtrada pelas narinas e que impacta a faringe.

É importante ficar de olho nesse sintoma, pois ele é um dos principais pontos de diferenciação entre alergia respiratória, gripe e resfriado. Nos casos ligados a vírus, é comum que a tosse seja mais pesada e cheia de secreção. A tosse seca, por sua vez, indica que não se trata de uma infecção, e sim de uma reação específica do organismo.

Sensação de peso na cabeça

Especialmente quando ocorre alguma inflamação ou entupimento nos canais da face, é natural ter a sensação de cabeça pesada. Esse é um dos efeitos mais recorrentes da sinusite, mas até casos intensos de rinite e de asma podem levar a essa condição.

O sintoma não inclui, necessariamente, uma enxaqueca. No entanto, afeta a qualidade de vida e pode até prejudicar a concentração em uma determinada atividade. Apesar de poder aumentar a sensação de sonolência, é algo que impede a maioria das pessoas de dormir bem.

Falta de ar

Especificamente em casos intensos, como na asma, é comum que a alergia respiratória leve à sensação de falta de ar. A inflamação dos brônquios impede a troca gasosa com os pulmões, o que aumenta o risco em relação à respiração. Sem o uso dos medicamentos adequados, o paciente pode até desmaiar ou sufocar.

Na rinite, o sintoma não é tão intenso, mas também aparece. O congestionamento nasal impede o processo completo, o que faz com que esse quadro se fortaleça. Mesmo nessa situação, é importante ficar de olho para garantir a saúde.

Como as alergias respiratórias afetam o sono

Os distúrbios do sono atrapalham a qualidade do descanso noturno. Muitos são causados por situações hereditárias ou de comportamento, mas a alergia respiratória também é um fator. Afinal, quem não consegue respirar direito ou sofre com o incômodo no nariz e na garganta vai ter uma noite menos agradável.

Entender os impactos, inclusive, é essencial para reconhecer a importância de tratar e, principalmente, evitar essa situação. Para que não restem dúvidas, veja como a condição de saúde impacta esse momento.

Amplia a dificuldade para dormir

Pegar no sono pode ser um desafio para quem está diante de um quadro de alergia respiratória. Isso acontece, em primeiro lugar, por conta dos espirros e da congestão nasal, sintomas que geram um incômodo contínuo, o que atrapalha o relaxamento e a capacidade de dormir. Para quem já sofre com insônia, esse é mais um complicador.

Além disso, outros sintomas, como a sensação de peso na cabeça, afetam a habilidade de pregar os olhos, fazendo com que uma pessoa em crise consiga repousar por menos horas durante a noite. Isso deixa o organismo especialmente debilitado e pode até agravar os sintomas.

Aumenta o risco de ronco

Você sabia que um problema respiratório do tipo está entre as causas do ronco? Afinal, quem não consegue inspirar direito pelo nariz acaba por fazê-lo pela boca. Na hora do sono, isso significa criar as condições perfeitas para o ronco.

Além de ser algo que causa incômodo para quem dorme perto, também pode afetar a saúde. Esse sintoma está ligado à apneia do sono, que é marcada pela interrupção temporária da respiração. O grande problema é que esse quadro se relaciona a outros, como a hipertensão arterial e até aumento do risco cardiovascular. O que era apenas uma alergia respiratória, portanto, pode se complicar e afetar a saúde de modos variados.

Eleva a fragmentação do sono

Uma noite de sono bem-dormida inclui diversos aspectos, como o bem-estar no ambiente e a capacidade de manter o repouso por longos períodos. Diante dos efeitos da alergia, entretanto, há uma fragmentação do descanso. Uma pesquisa realizada com pacientes mostrou que uma em cada 3 pessoas com rinite relata essa situação.

Quem sofre com o problema, normalmente, tem mais dificuldades para se manter em repouso por algumas horas. O congestionamento nasal e a tosse são alguns vilões para a continuidade do descanso, o que afeta toda a experiência.

Reduz o nível de conforto

Dormir bem não significa apenas manter-se em repouso durante várias horas. Para se sentir disposto para levantar e fazer aquele alongamento para o corpo, é preciso que todas as condições estejam adequadas. Luz, temperatura, ruídos e qualidade do colchão e do travesseiro são essenciais. Além de tudo, é necessário que a pessoa esteja se sentindo suficientemente bem para que o sono seja adequado.

Em um quadro de crise de alergia respiratória, os sintomas são incômodos por si só. Na hora de dormir, tudo pode ficar ainda pior. Como resultado, a noite de sono é menos confortável e a experiência sai prejudicada.

Diminui a qualidade do sono

Todos esses efeitos, combinados, fazem com que a qualidade do sono seja muito menor. Acordar o tempo todo durante a noite, sofrer com o ronco e não ter uma experiência confortável tornam o momento bem mais desafiador do que o desejável. Na prática, é comum sentir que não houve descanso suficiente.

Principalmente, é uma condição que torna o sono menos reparador. Em vez de a noite servir para o repouso e para a recuperação das energias, transforma-se em um momento de dificuldade para pregar os olhos.

Elevação do cansaço no dia seguinte

A mesma pesquisa apontou que cerca de 63% dos entrevistados afirmaram ter sonolência diurna. Em parte, isso se deve ao uso de medicamentos anti-histamínicos — os quais, reconhecidamente, aumentam a sensação de cansaço. No entanto, o problema maior é quanto à qualidade de sono.

Como as noites não são tranquilas e nem reparadoras, é comum acordar e se sentir cansado. Como consequência, há menos concentração em tarefas diárias e uma produtividade menor. Então, trata-se de um problema que afeta todos os setores da vida.

Como a higiene do ambiente pode ajudar a controlar as alergias

O melhor jeito de evitar a alergia respiratória é impedir o contato com os elementos que causam a reação. Então, a higiene é um dos aspectos mais importantes para obter qualidade de vida e proteger o corpo.

Um ambiente limpo fica livre de poeira e microrganismos, o que diminui as chances de ocorrência do quadro. Na prática, isso significa mais qualidade de sono e de vida. Quer saber como usar a higiene a favor do controle da condição? Veja algumas dicas essenciais!

Aspire o pó de tapetes e cortinas

Para começar a deixar tudo em ordem, é fundamental tomar cuidado com elementos que acumulam poeira. Cortinas e tapetes são os grandes vilões e devem ser escolhidos e limpos corretamente.

Em primeiro lugar, o melhor é evitar cortinas muito longas, pois elas se aglomeram no chão e aumentam a concentração de sujeira — mesmo que você se dedique à limpeza correta. Já os tapetes felpudos são ideais para que a poeira se esconda, então, também vale evitá-los. Especialmente no quarto de bebê, o melhor é optar por alternativas que ajudem a diminuir esses acúmulos.

Além disso, a limpeza deve ser realizada de maneira frequente. O ideal é aspirar o pó desses itens, em vez de usar a vassoura. Do contrário, você espalha a sujeira por todo o ambiente. Além de a higienização ser difícil, aumentam os riscos de alergia respiratória.

O ideal é realizar esse processo uma vez por dia, por alguns minutos. Com a manutenção diária, fica mais fácil limpar, e o local se mantém totalmente protegido. Uma vez por semana, deve ocorrer a faxina pesada.

Limpe o colchão e as roupas de cama

Os ácaros são organismos microscópicos e que estão entre os principais causadores de rinite alérgica. Como se alimentam de restos de pele do corpo humano e adoram uma temperatura maior, têm nos colchões e travesseiros seus locais de preferência. Ou seja: você dorme com grandes vilões da saúde e nem sabe.

Para impedir que eles afetem o bem-estar, a dica é sempre realizar a limpeza desses componentes do quarto. Faça a higienização do colchão segundo as recomendações do fabricante, assim como do travesseiro.

Cuide, também, das fronhas, do lençol e até dos cobertores. O ideal é trocar os itens frequentemente, de modo a impedir a proliferação de ácaros.

Não durma com bichos de pelúcia

Crianças, principalmente, gostam de dormir com bichos de pelúcia. Mesmo adultos usam esses artifícios, como ao recorrer a certas almofadas e elementos decorativos. O problema é que o tecido é ideal para acumular poeira e ácaros. Como consequência, a alergia respiratória é inevitável.

A melhor indicação, portanto, é não dormir com esses componentes. Assim, impeça que bebês e crianças adormeçam com esse tipo de brinquedo e, também, não deixe almofadas e certos elementos em sua cama na hora do sono. Desse jeito, é possível prevenir que o corpo desenvolva a sua reação contra os agentes.

Utilize produtos antialérgicos

Outro ponto importante da higiene tem a ver com o uso dos itens adequados. Na hora de fazer a limpeza, por exemplo, é essencial escolher produtos que não tenham cheiro forte. Os especialmente pensados para quem tem alergia ajudam a manter tudo em ordem, sem prejuízos para o corpo.

Na hora de montar a cama, por que não recorrer a itens que garantem uma proteção reforçada? O travesseiro antialérgico é uma ótima opção, pois é feito com um material estéril, simples de limpar e que não se contamina facilmente. A manutenção simples evita a proliferação de ácaros, o que é determinante para prevenir as reações em excesso por parte do organismo.

Basta escolher um produto que tenha as características ideais de tamanho, densidade e conforto. Assim, é possível dormir bem e ainda se proteger desses sintomas tão incômodos.

Deixe a casa arejada

Além do calor, a umidade é outro componente essencial para a sobrevivência dos ácaros. Cômodos abafados, normalmente, têm centenas ou milhares deles, o que é um pesadelo para os alérgicos. Além do mais, o nível muito grande de umidade favorece a ocorrência de mofo, o que pode potencializar as dificuldades respiratórias.

Para que nada disso se concretize, o recomendado é deixar que o ar circule dentro do imóvel. Todos os dias, abra as janelas e permita a incidência de sol e das correntes de ar. Além de “renovar” a atmosfera do interior, é um jeito de evitar que os microrganismos vençam essa guerra.

Respeite a durabilidade de certos componentes

Tem gente que realiza todos esses procedimentos e, ainda assim, sofre com a alergia respiratória. Por que isso acontece? Além dos fatores externos, existe uma explicação: o uso prolongado de travesseiros e colchões.

O recomendado é que esses componentes sejam utilizados por, no máximo, 5 anos. Acima desse período, há riscos quanto a estabilidade, segurança e, é claro, os ácaros. O ideal é ficar de olho na data da última compra e fazer a troca para prevenir problemas de saúde e prejuízos para a qualidade do sono.

A alergia respiratória é muito comum e, a princípio, pode parecer inofensiva. No entanto, o quadro afeta a qualidade de sono e de vida, então é fundamental usar a higiene a seu favor. Sem contato com os componentes que desencadeiam a reação, é possível evitar o cenário e viver longe desse incômodo.

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