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Veja as regras das certificações sobre o desgaste do colchão!

  • 23 de dezembro de 2019

O colchão, principal artigo para dormir, garante conforto e boas noites de sono — disso você já sabe. Porém, estamos cientes também de que ele não dura para sempre. Embora o desgaste da peça seja inevitável no decorrer do tempo, é importante adquirir um produto devidamente certificado, pois os selos atestam sua qualidade e sua segurança.

Aliás, há normas que tratam especificamente das regras sobre o desgaste do colchão, determinando qual é a perda de espuma aceitável de acordo com o tipo de artigo. É preciso ficar alerta quando o limite estabelecido é ultrapassado, pois um produto inadequado para dormir gera problemas físicos e emocionais por afetar a qualidade do sono.

Neste artigo, vamos abordar sobre essas normas, as regras previstas, a importância de acompanhar o desgaste do colchão, o que fazer devido à perda de espuma por defeito de fabricação e como conservar o seu artigo por mais tempo. Veja!

Qual norma regulamenta o desgaste do colchão?

Sabemos que os colchões desgastam-se no decorrer do tempo e, consequentemente, perdem a firmeza ou a maciez original. Por esse motivo, o item sobre o qual dormimos tem prazo de validade, uma vez que deixa de proporcionar o mesmo conforto e bem-estar de antes quando se encontra vencido.

Com o uso do colchão, ocorre o que chamamos de amaciamento, ou seja, a perda natural da dureza na medida adequada, a fim de garantir o conforto durante o repouso. Em relação às opções feitas em mola, nos primeiros meses, as camadas de espuma do estofamento, especialmente na área em que mais são utilizadas, passam por esse processo.

Tal situação é descrita na NBR 15.413 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Além disso, o INER (Instituto Nacional de Estudos do Repouso) determina um limite de amaciamento de 10% para a emissão do selo Qualidade Pró-Espuma.

O amaciamento nos colchões feitos em espuma também acontece. Nele, até 8% da altura original pode ser perdida, e essa situação é considerada normal pela ABNT, a depender do tipo de densidade. Mas nesse caso, é recomendado realizar o giro do produto a cada 15 dias nos seis primeiros meses de uso, além de intercalar a área de utilização para a distribuição por igual do material.

Quais são as principais regras previstas?

A NBR 15.413 e a NBR 13.579, que tratam especificamente sobre o desgaste da espuma em relação à densidade, estabelecem regras para o uso seguro do colchão. Saiba os detalhes abaixo!

Colchões de molas

A relação altura versus afundamento do colchão deve ser a seguinte:

  • de 12 cm a 22 cm de altura: afundamento de até 6%;
  • de 23 cm a 30 cm de altura: afundamento de até 8%;
  • maiores que 30 cm de altura: afundamento de até 10%.

Um colchão de 40 cm de altura, por exemplo, pode ter um afundamento de até 4 cm em sua superfície que estará dentro da norma de garantia.

Colchões de espuma

O afundamento máximo da altura dos colchões confeccionados em espuma em comparação com a densidade deve ser de:

  • D18: afundamento de até 8%;
  • D20: afundamento de até 6%;
  • D23 a D28: afundamento de até 5%;
  • D33 a D45: afundamento de até 4%.

Por que é importante acompanhar o desgaste do colchão?

Como vimos, o desgaste do colchão é um processo natural indispensável para o amaciamento e, por conseguinte, para proporcionar conforto durante as nossas noites de sono. Porém, quando o produto perde um percentual de camada de espuma além do limite aceitável, é preciso avaliar a troca, pois ele já não garante a sustentação adequada do corpo.

Não é difícil perceber os sinais de que o colchão se encontra em uma situação inapropriada para uso. Ainda que o afundamento não seja tão perceptível, o desgaste compromete a qualidade do item sobre o qual repousamos. Assim, ele perde a firmeza ou a maciez necessária para promover bem-estar durante o sono, já que se torna duro ou mole demais, gerando incômodos.

Mesmo que o colchão pareça estar em bom estado, caso a perda de camada de estofamento ou da própria espuma com que ele é integralmente produzido seja grande, os efeitos serão sentidos após passarmos horas sobre ele. Afinal, o produto vai afetar a qualidade do sono e a nossa saúde física e mental ao gerar desde desconfortos, dores na coluna e nos músculos, insônia e estresse.

O que fazer quando o desgaste for por defeito de fabricação?

A durabilidade de um colchão é de cinco anos, em média. Quando atinge esse período, é preciso avaliar a sua substituição, pois o desgaste previsto afeta não apenas as primeiras camadas do produto, mas também toda a estrutura. Portanto, seja de molas ou de espuma, esse normalmente é o prazo de validade do item que utilizamos para dormir.

Durante esse intervalo, o colchão é confeccionado para promover total conforto ao sustentar o corpo de maneira adequada e garantir noites de sono tranquilas e revigorantes. Contudo, se o produto apresentar problemas muito cedo, será preciso contatar o fabricante para identificar o que ocorreu e encontrar alguma solução.

Logo, para evitar transtornos relacionados a defeitos de fabricação, é fundamental adquirir o produto em uma empresa séria e de renome, que seja especializada em artigos para dormir e ofereça itens de alta qualidade. Assim, você terá garantia de receber um colchão que atenda ou supere às suas expectativas. Caso contrário, poderá solicitar a troca do produto, de acordo com o código de defesa do consumidor.

Como conservar o colchão da melhor forma?

Vimos que o desgaste do colchão ocorre no decorrer do tempo, mas há formas de mantê-lo conservado até que termine o seu prazo de validade. Confira, a seguir, dicas práticas para que o produto dure pelo período necessário e garanta excelentes noites de sono:

  • use capas apropriadas para proteger o colchão do suor e proporcionar um maior conforto ao dormir;
  • não dobre o colchão;
  • não deixe que as crianças pulem no colchão, pois, dessa forma, o desgaste será acelerado;
  • permita que o colchão respire regularmente. Para isso, abra as janelas do quarto e, de preferência, deixe o sol bater sobre ele;
  • faça o giro mensalmente do colchão.

Embora o desgaste do colchão seja um processo natural, é essencial adquirir um produto que atenda às normas regulamentadoras para ter conforto ao dormir e evitar problemas decorrentes de um item inadequado e do sono ruim. Para tanto, a recomendação é procurá-lo em empresas que oferecem artigos de alto padrão e trocá-lo assim que o prazo de validade chegar ao fim.

Agora, sim, você conhece as normas que regulamentam o desgaste do colchão e sabe como conservá-lo para mantê-lo novo por mais tempo. Aproveite que chegou até aqui e descubra, em outro post, se está na hora certa de fazer a troca do seu artigo para dormir!

Colchões AmericanflexPowered by Rock Convert

2 Comentários

  • Elizabete de Oliveira Dorta

    Boa tarde, venho por mais um canal expressar minha reclamação. Estou em contato com a AmericanFlex tanto via email, quanto pelo site Reclameaqui. Em todos os canais relatei minha insatisfação com o produto adquirido em julho/2019 com entrega em 12 de agosto/2019 data da minha mudança. Ocorre que o colchão afundou e está causando dores nas costas do meu esposo e minha.

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    • Americanblog

      Olá Elizabete!

      Temos um departamento responsável para tratativa desta situação, você pode entrar em contato pelo email assistencia@americanflex.com.br ou pelo telefone (17) 2136-8936.

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