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Deitado eternamente em berço esplêndido: entenda de uma vez por todas o hino nacional!

  • 4 de setembro de 2017
Hino nacional - Blog Americanflex

Todo cidadão brasileiro já escutou e recitou o hino nacional alguma vez — seja na escola, nas olimpíadas ou competições internacionais. Afinal, essa canção é um símbolo de exaltação à pátria, com uma mensagem rica e complexa.

Essa complexidade se explica, em partes, porque a letra é bem antiga: os versos foram escritos em 1909 por Joaquim Osório Duque Estrada, um poeta parnasianista (estilo caracterizado pela linguagem rebuscada e inversões sintáticas).

Isso dificulta bastante a clareza de muitos trechos, como “Deitado eternamente em berço esplêndido”, e dá margens para interpretações equivocadas e até engraçadas e fofas — como dessa garotinha de 5 anos.

Além disso, muita gente sabe repetir (ou fingir que está cantando, como alguns jogadores de futebol), mas não faz a menor ideia do que essas frases significam. Vamos entender melhor o que o nosso hino quer dizer?

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“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”

A linguagem poética predominante no início do século passado era mais trabalhada do que a comum e, por isso, estranhamos tanto as palavras complicadas e as ordens invertidas de algumas partes do hino.

Se o trecho “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante” fosse “traduzido” para o português de hoje, teríamos uma composição mais simples, como: “as calmas margens do Ipiranga ouviram o grito forte de um povo heroico”.

Como você já deve ter adivinhado, essa parte do hino nada mais é do que uma referência ao grito “Independência ou morte!” de Dom Pedro I, feito às margens do rio Ipiranga em 7 de setembro de 1822. Um ato simbólico que representa a independência do Brasil.

“Se o penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte”

Embora esta palavra não seja muito usada nos dias de hoje, “penhor” significa “direito”.

Na mesma estrofe, “braço forte” é uma metáfora usada para expressar firmeza e energia. Isso quer dizer que o povo brasileiro (ou seja, aquele que canta o hino) conseguiu conquistar a igualdade política com Portugal por meio de muita força e luta.

“Se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece”

Naquela época, o adjetivo “risonho” era usado para descrever um lugar agradável e bonito. A “imagem do Cruzeiro” se refere a um grupo de estrelas em forma de cruz, quase sempre visível nos céus do Brasil.

Sendo assim, ao declarar que “um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece”, o poeta quer dizer que quando a imagem do Cruzeiro do Sul brilha em nosso céu bonito, agradável e claro, um raio de amor e de esperança atinge a terra nacional.

“Deitado eternamente em berço esplêndido”

Esse trecho é uma metáfora usada para mostrar que o Brasil está eternamente muito bem localizado — entre o mar e a Cordilheira dos Andes — e coberto por riquezas naturais esplêndidas (que significam: admiráveis, únicas).

“O lábaro que ostentas estrelado, e diga o verde-louro desta flâmula”

Verde-louro não é um tom esverdeado que desconhecemos, mas sim uma outra forma de dizer “verde e amarelo” — em referência à nossa bandeira, que também é chamada pelo autor de “lábaro” e “flâmula”.

Sendo assim, o poeta fala das cores da bandeira que simboliza algumas virtudes do país (paz no futuro e glória no passado), enquanto as estrelas, estampadas no círculo azul, representam o amor eterno.

Agora que você conhece o significado de nosso hino, aproveite o feriado para ficar “deitado eternamente em berço esplêndido” em um colchão da Americanflex e conheça nossos produtos esplêndidos.

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