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Insônia: tire suas dúvidas e durma melhor

  • 26 de fevereiro de 2018
Insonia tire suas duvidas

A insônia é um distúrbio do sono muito comum, sendo um dos maiores males que acometem a população: a cada dez pessoas no mundo, quatro têm o transtorno, segundo a Organização Mundial da Saúde. Contudo, não é pela sua alta incidência que o problema deve ser descuidado.

A dificuldade para dormir ou de manter o sono durante a noite pode trazer sérios problemas de saúde, além de prejudicar a qualidade de vida de pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Independentemente se sua ocorrência é esporádica ou frequente, é preciso atentar para as consequências, que podem ser graves, acarretando, inclusive, maior risco de morte nos casos crônicos.

Por isso, para você que tem sentido dificuldades para pegar no sono ou deseja saber mais sobre a insônia, vamos mostrar as principais informações e tirar as maiores dúvidas acerca do assunto. Conheça o seu conceito, suas causas, como ela ocorre em várias fases da vida e como evitá-la para garantir mais bem-estar!

1. Quais são as causas da insônia?

A insônia é uma condição de saúde caracterizada pela dificuldade em pegar no sono, em continuar dormindo a noite inteira ou em voltar a dormir ao ser acordado por algum estímulo externo.

Quando ela não é causada por nenhuma outra doença, ela é chamada de insônia primária. Quando está associada a outra condição médica ou a efeitos colaterais de algum medicamento, ela é chamada de secundária.

São inúmeras as causas possíveis desse problema, que pode estar relacionado desde a maus hábitos (como uso excessivo de aparelhos eletrônicos ou má alimentação) até a problemas de saúde (como distúrbios psiquiátricos ou outras doenças). Veja o que pode causar a insônia.

1.1 Problemas psicoemocionais

O estresse e a ansiedade são grandes inimigos do sono. Os problemas no trabalho, a correria com afazeres de casa e outros fatores do dia a dia podem levar à exaustão mental e, mesmo muito cansado, fica difícil pegar no sono.

1.2 Alterações fisiológicas

Situações em que ocorrem grandes mudanças fisiológicas podem estar associadas à insônia. Podem ser alterações hormonais (como na menopausa, hipertireoidismo e TPM), transtornos neurológicos que afetam o sistema nervoso central (como demência), problemas respiratórios (como asma ou apneia do sono) e tantas outras condições que podem afetar a qualidade do sono.

1.3 Maus hábitos

Embora muitas vezes ignorados, os hábitos inadequados são uma das maiores causas da insônia. Por exemplo:

  • não ter horário certo para dormir e acordar;
  • não ter um ambiente adequado e confortável;
  • utilizar aparelhos eletrônicos antes de dormir;
  • ter um estilo de vida pouco saudável;
  • alimentação estimulante;
  • sedentarismo.

Tudo isso contribui para os distúrbios do sono e, dentre eles, a insônia.

1.4 Condições médicas

Casos mais graves de insônia, com quadros crônicos, podem ter a causa associada a doenças, como reumatismo, fibromialgia, depressão e transtornos mentais (como esquizofrenia e transtorno bipolar). Disfunções químicas cerebrais também impactam negativamente o sono da pessoa. Na depressão, por exemplo, a falta de serotonina, um neurotransmissor que regula o sono e o humor, pode ser a causa da insônia.

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2. Insônia é grave?

A insônia é um problema muito frequente e, talvez por isso, existe uma tendência em não prestar a devida atenção ao caso. Principalmente quando temos uma rotina muito intensa, dormir costuma ficar no último lugar das prioridades. No entanto, a privação do sono e a frequência de noites mal dormidas podem ser muito prejudicais para a saúde.

Os efeitos negativos da insônia no cotidiano são vários, como:

  • cansaço;
  • sonolência diurna;
  • dores no corpo;
  • perda de energia e disposição;
  • irritabilidade;
  • falta de memória;
  • dificuldade de concentração;
  • raciocínio lento;
  • queda do desempenho e da produtividade;
  • dor de cabeça;
  • ansiedade;
  • depressão.

Outros perigos da insônia estão relacionados a doenças graves, como problemas de coração e de circulação sanguínea. Com a saúde cardiovascular afetada, a pessoa que sofre de insônia corre maior risco de ter um infarto cardíaco ou um derrame, devido ao desenvolvimento de hipertensão, obesidade, diabetes e depressão — fatores de risco associados à falta de sono.

Nesse sentido, quem dorme muito pouco ou não tem um sono saudável tem maior chance de desenvolver hipertensão, visto que a pessoa fica estressada e os vasos sanguíneos se tornam mais rígidos. Além disso, dormir mal frequentemente pode causar uma resistência do organismo à insulina, o que pode resultar no aparecimento da diabetes tipo 2.

Em resumo, tudo isso traz um grande alerta para os graves efeitos da insônia no que se refere à saúde cardiovascular, aos danos na qualidade de vida e aos riscos de doenças. E se ainda restar alguma dúvida se a insônia é mesmo grave, saiba que dormir mal ou muito pouco pode aumentar, inclusive, o risco de morte.

3. Insônia é hereditário?

Até pouco tempo, a insônia era considerada apenas como um problema derivado do estresse, muito trabalho ou excesso de preocupações, sendo limitada a uma questão meramente psicológica. Mas, atualmente, sabe-se que também existe o fator genético e as descobertas no campo mostram que os genes podem ser a explicação para aquela pessoa que não consegue dormir de jeito nenhum.

Alguns genes hereditários — sete, especificamente — podem causar as noites em claro, devido a alterações genéticas no DNA, que fazem com que ocorra uma alteração química no cérebro dos insones.

Assim, alguns dos genes da insônia impedem que a pessoa consiga pegar no sono facilmente, dificultando o estado de relaxamento normal que induz o indivíduo ao sono dentro de 15 minutos. Outros genes hereditários fazem com que a pessoa acorde várias vezes durante a noite e tenha maior facilidade para ter seu sono interrompido por pequenos estímulos externos ou mesmo com leves ruídos.

Vale ressaltar que alguns desses genes, inclusive, já eram associados a determinados distúrbios do sono, como a Síndrome das Pernas Inquietas. Além disso, também foi identificado que existe uma relação entre as alterações genéticas nos genes do sono e os distúrbios mentais, como depressão e ansiedade, o que corrobora a ligação entre a insônia e outros males.

3.1 Insônia em grávidas

Em geral, a insônia tem maior incidência em mulheres, devido às alterações dos hormônios femininos, comuns em situações como ciclo menstrual, menopausa e gravidez. Os hormônios na gestação geralmente causam sonolência, mas o aumento do estrogênio pode ter efeito estimulante, causando a interrupção do sono e fazendo a mulher acordar durante a noite.

Além da questão hormonal, a ansiedade, o estresse e outros fatores emocionais também podem contribuir para que as grávidas sofram com a insônia, inclusive no primeiro trimestre da gestação, por conta das mudanças físicas e psicológicas do período.

O distúrbio é ainda mais comum no terceiro trimestre, devido ao desconforto provocado pelo tamanho da barriga, pelos incômodos à medida que o bebê cresce e pelo aumento de peso que atrapalha a respiração da gestante.

Tudo isso agrava a privação ou a má qualidade do sono, que podem trazer riscos para a gestação, pois interferem diretamente no funcionamento do organismo. Além da fadiga no dia seguinte, existe um aumento das chances de ocorrer parto prematuro. Não só a insônia mas outros distúrbios do sono, como a apneia, dobram essa probabilidade.

Isso acontece porque sem dormir direito a gestante não tem um sono restaurador, fazendo com que o corpo aumente os hormônios de estresse (como o cortisol), que libera, por sua vez, substâncias inflamatórias no organismo. A inflamação pode afetar a nutrição da placenta e ainda provocar trombose.

Vale mencionar que, embora dormir mal seja considerado normal no período gestacional, o problema não pode ser ignorado. As futuras mães precisam dormir bastante — no mínimo 10 horas por dia — para garantir a boa saúde. Caso seja necessário, a gestante pode passar por um processo terapêutico para dormir melhor, com exercícios físicos adequados, atendimento psicológico e outros cuidados.

3.2 Insônia em crianças

Alguns dos motivos que levam a criança a ter problemas de sono podem ser de cunho comportamental, psicológico ou neurológico, por isso é importante que seu diagnóstico seja feito por um pediatra.

Os maus hábitos na infância, principalmente devido ao uso de videogames, celulares e tablets, são causas frequentes da dificuldade de dormir. A insônia infantil também pode estar associada à hiperatividade, TDHA e outros transtornos de característica neurobiológica.

Outros fatores associados são o estresse e a ansiedade, que também acometem as crianças. Problemas familiares ou escolares, medos, pesadelos, falta de rotina e ausência de regras são exemplos de situações que podem causar ansiedade, levando, consequentemente, aos problemas de sono.

É importante observar se a dificuldade para dormir ou o despertar no meio da noite estão alterando a rotina da criança. Assim como na população adulta, a insônia infantil pode causar falta de atenção e concentração, irritabilidade, alteração no apetite, cansaço e sonolência.

Dormir bem é essencial para o desenvolvimento saudável das crianças. Por isso, todos esses sintomas devem receber a devida atenção. Além de consultar um especialista, algumas atitudes podem ser tomadas, por exemplo:

  • impor uma rotina com horário certo para dormir e acordar, respeitando o ritmo da criança e seu relógio biológico;
  • propiciar um quarto favorável, isto é, arejado, com um colchão bom, escuro, silencioso e sem TV, computador ou outras distrações;
  • permitir a soneca da tarde, mas não depois das 16h, que pode interferir no sono da noite;
  • cuidar da alimentação, evitando café, chá preto e refrigerantes e dando preferência a comidas leves e de fácil digestão;
  • ler ou contar histórias para preparar a criança para o relaxamento.

Com paciência e o devido cuidado, é possível estimular o sono saudável nas crianças, proporcionando maior descanso e bem-estar.

3.3 Insônia em idosos

A insônia é muito comum em idosos, devido à fase de envelhecimento, que traz consigo alterações no sono. Grande parte dos idosos passa a demorar mais para dormir e acorda repetidas vezes à noite, tendo um sono fragmentado, o que faz os idosos tirarem vários cochilos durante o dia para compensar os despertares noturnos.

A partir dos 60 anos de idade, a quantidade de horas dormidas cai, indo para 5 a 7 horas por noite. A duração do sono profundo e do estágio REM, uma das fases do sono, também diminui, ao passo que o sono superficial aumenta.

Ainda que essas alterações sejam típicas do processo de envelhecimento, é importante observar se isso se caracteriza com uma perturbação do sono, já que insônia não deve ser encarada como algo normal, pois inibe o sono reparador e reduz a qualidade de vida dos idosos.

A insônia pode estar associada ao uso de medicamentos ou a outros problemas — como transtornos psiquiátricos, depressão, incontinência urinária, refluxo, insuficiência cardíaca, doenças pulmonares, artrite etc. Com o cansaço e a sonolência no dia a dia, os riscos de fraturas e quedas também aumentam.

Para evitar a insônia em idosos, é importante que eles mantenham a vida social, interajam com outras pessoas, façam atividades durante o dia e diminuam as sonecas diurnas. Os cuidados com a alimentação e atividades físicas moderadas também são formas saudáveis para dormir melhor.

4. Como curar insônia?

Para acabar de vez com esse mal e ter mais energia no dia a dia, existem alguns hábitos e atitudes que ajudam a dar mais qualidade para o seu sono. Muitas vezes, quem não consegue dormir acaba usando calmantes ou soníferos, o que pode ser bastante prejudicial à saúde se não houver orientação médica. Para casos mais leves, confira a seguir algumas formas simples de curar a insônia e dormir melhor!

4.1 Higiene do sono

Uma das melhores atitudes para evitar as noites de insônia é garantir a boa higiene do sono. Isso significa limpar tudo o que pode estimular ou distrair a pessoa na hora de dormir. Sendo assim, evite levar trabalho ou estudos para a cama e não se preocupe em olhar e-mails ao se deitar. Televisão, jogos no celular e o uso de dispositivos móveis com internet também devem ser evitados. Limpando tudo que atrapalha o sono, você entra no estado de relaxamento mais facilmente.

4.2 Rotina e disciplina

Manter a rotina de dormir e acordar na mesma hora, mesmo aos finais de semana, ajuda a regular o relógio biológico, evitando os transtornos do sono. Também é preciso disciplina para evitar os cochilos tentadores no período da tarde, que tiram o sono à noite. Para dormir ainda melhor, é recomendável praticar atividades físicas, mas não no período noturno, e evitar cigarro e bebidas alcoólicas.

4.3 Ambiente relaxante

Crie uma atmosfera propícia para o sono. Um quarto arejado, escuro e sem barulhos acalma a mente e evita o despertar na madrugada.

Um ambiente organizado, um chá de camomila e um banho morno são excelentes indutores do sono. Avalie os melhores tipos de colchão e garanta o mais adequado para o seu biótipo. Isso é importante, pois ele pode ser a causa de fadiga, de dores no corpo ao acordar e outros desconfortos que impedem você de dormir bem.

4.4 Intervenção médica

Quando a mudança de hábito e um estilo de vida saudável não são suficientes, é preciso buscar ajuda médica. Para a insônia crônica, que dura mais de 20 dias, o tratamento com remédios naturais ou drogas receitadas por um médico pode auxiliar no relaxamento e indução ao sono. Mas fique atento à possibilidade de dependência e aos efeitos colaterais.

5. Quais são as maiores dúvidas sobre insônia?

Como você viu, a dificuldade de dormir geralmente está ligada a outros fatores. Por isso, neste tópico, vamos tirar as dúvidas mais frequentes sobre a insônia e as associações em relação a ela. Saiba mais!

5.1 Insônia emagrece?

Sono e peso são dois elementos comumente associados, mas a relação entre eles nem sempre é a melhor. A falta de sono pode comprometer o emagrecimento ou, pior ainda, levar à obesidade. Isso acontece porque o estresse físico e mental causado pela insônia leva o organismo a querer mais comida. Como a capacidade de tomar decisões é afetada pelo cansaço, a pessoa tende a comer mais e impulsivamente.

Além disso, para compensar a falta de sono, o organismo reage liberando maior taxa de açúcar no sangue que, por sua vez, é transformado em gordura, levando a pessoa a engordar.

Outro fator importante tem a ver com o estilo de vida. Se a pessoa dorme pouco ou mal, certamente ficará mais cansada e indisposta no cotidiano, tendendo ao sedentarismo. Mesmo que ela pratique exercícios, seu rendimento será menor e poderá não obter os resultados desejados.

5.2 Insônia causa depressão?

A resposta é: sim. Como dissemos, a insônia é uma das principais causas da depressão. Vale ressaltar que o caminho inverso também procede: quem tem depressão tem maior risco de desenvolver insônia. Ou seja: é um círculo vicioso.

A relação entre insônia e depressão também pode ser temporal, de modo que a dificuldade para dormir começa a aparecer antes do desenvolvimento do estado de depressão. É comum que, depois de algum evento traumático, como desemprego, luto ou separação, os sintomas da insônia comecem a surgir, desencadeando uma depressão.

O que é bastante recomendado nesse caso é a prática da meditação, que reduz a ansiedade e os sentimentos psicoemocionais negativos, além de proporcionar maior bem-estar por meio das técnicas respiratórias.

5.3 Insônia deixa os olhos vermelhos?

Os olhos são mais um aspecto afetado pela insônia. Não dormir bem prejudica a visão, pois passar a noite acordado e com os olhos abertos afeta as estruturas oculares, diminuindo a lubrificação do olho que acontece no período noturno. O resultado é o chamado olho seco.

Por esse motivo, os efeitos da insônia também englobam os olhos vermelhos, irritação, ardência ocular e ressecamento da córnea. Tudo isso pode levar a outros problemas, como visão turva, embaçada e pouco nítida, além da maior propensão de contrair conjuntivite alérgica, viral ou bacteriana.

Uma relação prolongada entre a falta de dormir e o ressecamento do olho pode, ainda, causar danos mais graves, como a formação de pequenas feridas na camada ocular. Elas são chamadas de microerosões e são o resultado do atrito da pálpebra no ato de piscar. O caso pode se agravar com a falta de umidade no olho, chegando a formar úlceras, com inflamações e dor.

5.4 Insônia é sinal de gravidez?

Dentre os sintomas mais comuns da gravidez estão a tontura, alteração no apetite, náuseas, frequentes idas ao banheiro e sono em excesso ou a falta dele. É comum que, na gravidez, a mulher sinta muito sono, a ponto de ser incontrolável, atrapalhando até mesmo a rotina diária. Isso acontece devido ao aumento da produção de progesterona no período gestacional, o que acaba deixando a gestante cansada e sonolenta.

No entanto, é importante entender que cada organismo reage do seu modo e, por isso, as mulheres podem sentir os sintomas de maneira diferente. Nesse sentido, há casos em que, em vez do sono excessivo, a gestante sinta falta de sono, desencadeando a insônia.

O sintoma é normal e, geralmente, não é nocivo. Mas o acompanhamento médico é sempre importante, para evitar complicações futuras e observar como a falta de sono em casos mais graves pode afetar a gravidez.

Como você viu, os cuidados com o sono não devem ser negligenciados. Dormir bem é essencial para o bom funcionamento do organismo, para a garantia da saúde física e mental e para o bem-estar no dia a dia. Deixar que as noites mal dormidas virem rotina na sua vida pode acarretar imensos prejuízos para a sua saúde.

Portanto, para acabar com a insônia e dormir melhor, entenda mais sobre o cansaço excessivo e saiba como evitar esse problema, que é uma das piores consequências dos distúrbios do sono!

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