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Você sabe o que é apneia do sono e como tratá-la?

  • 8 de setembro de 2018
apneia

O descanso noturno é essencial para consolidar a memória e o aprendizado, além de promover o relaxamento cerebral e do corpo para termos energia durante o dia. Porém, muita gente se queixa de dores e cansaço ao acordar. Esses são alguns dos sinais de apneia do sono.

Aliás, você sabe o que é apneia? Trata-se de uma condição séria, que atrapalha a qualidade do nosso repouso durante a noite e pode resultar em consequências graves para a nossa saúde, como aumento da pressão arterial, enfraquecimento dos ossos e perda do desejo sexual.

Neste artigo, abordamos o conceito de apneia do sono, quais os tipos existentes, os sintomas, as causas, como é feito o diagnóstico, as formas de preveni-la, os riscos e o tratamento. Acompanhe a leitura e confira as informações!


O que é apneia do sono?

Na medicina, apneia é a suspensão da respiração. Esse é um fenômeno relativamente comum e involuntário, mas que se torna um problema quando ocorre com frequência durante o sono. Pessoas nessa condição acordam várias vezes à noite, ainda que não tenham consciência disso.

A apneia do sono acontece porque o ar não chega aos pulmões, de modo que o cérebro é obrigado a disparar um sinal para a retomada da respiração. Roncos e engasgos são recorrentes em indivíduos com o distúrbio.

Devido a uma noite cheia de despertares, que impedem a fase profunda do repouso, a qualidade do sono é comprometida. Além disso, a apneia provoca a redução da concentração de oxigênio no sangue.

O corpo, ao reagir, contrai os vasos sanguíneos e eleva os batimentos cardíacos, o que favorece o surgimento de problemas como arritmias, acidentes vasculares cerebrais (AVC), diabetes e pressão alta.

Quais os tipos de apneia?

A apneia do sono pode ser obstrutiva, central ou mista. Entenda cada uma delas nos tópicos a seguir!

Apneia Obstrutiva do Sono (AOS)

É o tipo mais frequente, sendo observada em cerca de 80% dos casos. Ela é provocada pelo relaxamento excessivo dos músculos da língua e da garganta, que bloqueiam parcialmente ou completamente as vias aéreas. Assim, a respiração é prejudicada, e os níveis de oxigênio no sangue diminuem de forma significativa, levando aos despertares.

A apneia obstrutiva resulta na produção de ronco ou som parecido com o sufocamento. Ela é decorrente, ainda, de características anatômicas do indivíduo, infecções (gripes e resfriados, por exemplo) ou alergias, como sinusite e rinite. Nos dois últimos casos, há uma melhoria do quadro quando as crises são controladas.

Apneia Central do Sono (ACS)

A apneia central do sono é caracterizada por uma falha na comunicação entre o cérebro e as vias aéreas. Sendo assim, os músculos do canal respiratório ficam inertes, já que não recebem o sinal para trabalhar.

Esse tipo de apneia decorre de doenças neurológicas e danos cerebrais, além de problemas cardiovasculares, renais e na tireoide, entre outros. No entanto, nem sempre os médicos conseguem descobrir a causa dessa dificuldade para respirar, que é responsável pela sonolência de pacientes durante o dia.

Apneia Mista do Sono

Algumas pessoas são diagnosticadas com apneia obstrutiva e central ao mesmo tempo. Nessa situação, dizemos que elas têm apneia mista do sono. É importante ressaltar que apenas um estudo cuidadoso e preciso realizado por um especialista poderá esclarecer o tipo e as causas do problema.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da apneia do sono são os seguintes:

  • sonolência durante o dia;
  • ronco alto;
  • despertar de forma abrupta;
  • falta de ar durante a noite;
  • esquecimento de fatos importantes com frequência;
  • cansaço, irritação e impaciência, devido à noite mal dormida;
  • dor de cabeça e boca seca pela manhã.

Quais são as causas do problema?

As causas da apneia do sono são variadas — a obstrução da passagem de ar é apenas uma delas. Isso acontece quando os músculos da garganta relaxam enquanto uma pessoa dorme, o que provoca o fechamento das vias respiratórias.

Porém, a origem da apneia está relacionada também a fatores anatômicos, como vias aéreas mais estreitas ou pescoço largo, língua grande, alterações no crânio, aumento de tamanho das amígdalas ou adenóides, queixo afundado, desvio de septo nasal e até mesmo excesso de peso.

A produção de muco e congestão nasal durante o quadro de gripes, resfriados e as reações alérgicas são outras causas da apneia do sono. Por isso, é importante procurar o médico para tratar o problema e, dessa forma, melhorar a qualidade do sono.

Além disso, a apneia surge quando o cérebro não consegue emitir sinais para os músculos responsáveis pela respiração. Esse problema é menos comum e sua principal causa é a insuficiência cardíaca, mas também pode ser decorrente de lesões de tronco ou de um acidente vascular cerebral (AVC).

Pacientes com hipotireoidismo, problema renal, doenças neurológicas, como Parkinson, Alzheimer e esclerose lateral amiotrófica, ou que sofreram danos no cérebro por encefalite, por exemplo, também têm mais chances de apresentar tal condição durante o sono.

Como é feito o diagnóstico?

Diferentes testes são feitos para que o médico especializado em sono diagnostique a apneia. Conheça cada um deles!

Polissonografia

É um exame realizado dentro do hospital enquanto o paciente dorme durante a noite. As diversas variáveis do sono são mensuradas por meio de sensores instalados no tórax, na cabeça, próximos às pálpebras e nas pernas.

São utilizados também um oxímetro no dedo, uma cânula nasal e faixas ao redor do tronco. Tais dispositivos medem os níveis de oxigênio no sangue, monitoram a respiração e a movimentação do peito e abdômen, respectivamente.

Miniestudo do sono

O miniestudo do sono pode ser feito em casa por meio de um aparelho que afere os níveis de oxigênio no sangue, a respiração e o pulso. O dispositivo deve ser utilizado conforme orientação médica e, posteriormente, levado ao hospital, à clínica ou ao laboratório para análise dos resultados.

Ressonância magnética

A ressonância magnética é recomendada nos casos em que há suspeita de apneia central do sono. O exame consiste no uso de ondas de rádio para a observação detalhada da medula espinhal, de onde surge o sinal para que as vias aéreas cumpram o seu trabalho.

Exame físico

Em um exame físico para diagnosticar a apneia do sono, o médico observa o tamanho da úvula (goela) e do palato mole, situados no fundo e na parte mais profunda do céu da boca, respectivamente. Já em crianças, é analisada a dimensão das amígdalas.

Histórico familiar ou do paciente

Os hábitos e a qualidade do sono do paciente precisam ser investigados durante o diagnóstico. É importante saber se ele ronca, que horas dorme e acorda, como se sente ao despertar, entre outras informações pertinentes. Além disso, o médico deve considerar se há histórico de apneia na família.

É possível prevenir o distúrbio?

Como sabemos, a prevenção é a melhor medida para combater qualquer tipo de doença. Porém, e quando se trata da apneia? É possível impedir o distúrbio? Os médicos são unânimes ao afirmar que o modo mais recomendado para se precaver do problema é adotar um estilo de vida saudável.

Portanto, vale o mesmo conselho dado para evitar as demais patologias: tenha uma alimentação equilibrada, faça exercícios físicos regularmente e sob orientação, realize check-ups periódicos, durma a quantidade de horas suficiente e invista em atividades que proporcionam prazer.

Tendo em vista que uma das causas da apneia é o sobrepeso, torna-se importante manter o controle. Além disso, o cigarro e as bebidas alcoólicas também favorecem o aparecimento ou a piora do distúrbio. Quem é apneico, portanto, deve abandonar essas substâncias ou evitá-las ao máximo.

Quais são os riscos da apneia não tratada?

Saiba, agora, quais são os perigos de uma apneia não tratada!

Aumenta a pressão

O distúrbio no sono afeta o sistema nervoso autônomo, responsável pelo fluxo de sangue no organismo, o que provoca o aumento da pressão arterial. Além disso, quem tem apneia grave tende a criar resistência ao tratamento com anti-hipertensivos, de acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono.

Prejudica os rins e o coração

Ao diminuir o índice de oxigênio durante o sono, a apneia leva ao estresse oxidativo, um quadro que pode comprometer o trabalho dos rins. Por esse motivo, pacientes com o distúrbio têm mais chances de desenvolver doença renal crônica.

Da mesma maneira, a dificuldade para respirar na hora do repouso provoca pressão na região do peito e impacta as batidas do coração. Logo, a presença de troponina — substância que sinaliza o surgimento de insuficiência cardíaca — é alta nas pessoas que sofrem com o problema.

Enfraquece os ossos

De acordo com estudo feito pelo Centro Médico Chi Mei, em Taiwan, a ocorrência de osteoporose é maior em pacientes com apneia em relação àqueles que não têm o distúrbio. Vale lembrar, ainda, que a apneia gera obstrução nasal e leva os pacientes a respirar pela boca durante o sono. Essa prática resulta na queda significativa de saliva e na acidez do pH na região, aumentando as chances de danos aos dentes.

Impacta a audição

A apneia é, também, capaz de lesionar os vasos que irrigam a cóclea, canal receptor dos sons. Desse modo, leva a um risco maior de perda auditiva ou surdez. Além disso, a perturbação no canal auditivo é provocada pelos roncos altos, em determinados casos.

Compromete a libido

Devido aos sintomas depressivos e à piora na qualidade de vida ocasionados pelo distúrbio do sono, até mesmo o apetite sexual é afetado. Em homens, especialmente, a apneia prejudica a produção de testosterona e atinge os vasos do pênis que ajudam na ereção.

Como tratar a apneia?

O tratamento da apneia varia conforme a causa do distúrbio. Porém, seja qual for o procedimento adotado, o objetivo é o mesmo: manter a via aérea aberta durante a noite de sono. Há situações em que o uso de aparelhos ortodônticos resolve o problema.

No entanto, casos mais complexos requerem o emprego de CPAP, uma máscara posicionada no rosto que faz pressão positiva e contínua no trato respiratório. A depender do quadro, o médico poderá ainda recomendar cirurgias no nariz ou nos ossos da face, além da remoção das amígdalas.

E então, aprendeu o que é apneia do sono e como tratá-la? Por fim, lembre-se da importância de adotar hábitos saudáveis, como alimentar-se de forma equilibrada, praticar exercícios físicos e evitar o cigarro e as bebidas alcoólicas. A qualquer sinal de que há algo errado, procure o médico de imediato para o correto diagnóstico e tratamento.

Agora que você sabe o que é apneia, aproveite que chegou até aqui e descubra tudo sobre o sonambulismo! Esse artigo será, com certeza, muito interessante para você.

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1 Comentário

  • Hilda

    Lendo às 4h26 da manhã pq estou com medo de voltar a dormir. É muito ruim.

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