Relaxamento

Sonambulismo: descubra tudo sobre esse distúrbio do sono!

  • 30 de maio de 2019
sonambulismo

Dormir bem é importante para a saúde e para o bem-estar. No entanto, 80 milhões de brasileiros têm dificuldades para descansar com qualidade. Entre os diversos distúrbios do sono, um dos mais famosos é o sonambulismo.

Ao mesmo tempo, é um quadro relativamente desconhecido. Há muitos mitos e falácias que cercam o tema, o que impede que as pessoas se informem do melhor jeito. Com isso, é difícil lidar com a alteração do sono da forma adequada e passar a ter noites mais tranquilas.

Para contornar essa situação, o ideal é compreender o tema de maneira completa. A seguir, você poderá acompanhar todas as informações relevantes sobre esse quadro. Confira!

1. O que é sonambulismo?

O sonambulismo é um distúrbio que ocorre no período mais profundo do sono. A condição é marcada pela execução de ações complexas enquanto ainda se está dormindo e, portanto, inconsciente.

Ao contrário do que diz a teoria popular, despertar um sonâmbulo não é prejudicial para a sua saúde. Na verdade, o risco pode estar em não acordá-lo, já que algumas pessoas realizam atividades perigosas, mesmo não estando plenamente conscientes. Há quem saia de casa, enquanto outros dirigem por longas distâncias.

Segundo uma pesquisa da Universidade de Stanford, o quadro afeta 3,6% da população adulta norte-americana, o que corresponde a 9,4 milhões de indivíduos.

2. Quais as causas do sonambulismo?

A ciência ainda não consegue apontar um motivo definitivo para a ocorrência. O que se sabe é que se trata de algo relacionado ao funcionamento inadequado do cérebro no momento de sono REM, que é a fase de descanso profundo.

Apesar disso, ele é classificado como uma parassonia, ou seja, corresponde a um comportamento indesejável durante o sono. Os pesquisadores de todo o mundo têm realizado pesquisas para descobrir o que, de fato, leva a essa dificuldade.

3. Quais são os fatores de risco para o sonambulismo?

Se, por um lado, não existe uma causa específica para o problema, há diversos aspectos que servem como gatilho. Quando um ou vários deles aparecem, é comum que haja uma prevalência maior de ocorrências do tipo.

Quer descobrir o que pode motivar essa situação? A seguir, veja quais são os principais fatores de risco do sonambulismo.

Idade

De acordo com uma pesquisa da Universidade da Austrália Meridional, a frequência do sonambulismo entre crianças, nos 12 meses de realização da pesquisa, foi de 5%. Entre os adultos, o valor foi mais que 3 vezes menor: apenas 1,5%. Ou seja, quanto mais novo, maiores são as probabilidades de alguém sofrer com o caso.

Uma possível explicação tem a ver com o desenvolvimento do cérebro. Nos primeiros anos, o sistema nervoso não está totalmente formado e distúrbios do sono ocorrem com maior frequência. Com o crescimento ao longo do tempo, entretanto, o órgão se adapta melhor à função e o problema desaparece, sem deixar rastros.

Predisposição genética

Outra condição que aumenta as chances de alguém passar por esse quadro tem a ver com o histórico familiar. Ainda que a relação não seja conhecida até o momento, parece haver uma predisposição genética. Quem tem pais, irmãos ou avós que são ou foram sonâmbulos corre mais riscos do que quem não tem ocorrências na família.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Montreal, as crianças que tinham histórico familiar por parte de um dos pais tiveram 3 vezes mais chances de apresentar o distúrbio. Se os dois pais têm histórico, a probabilidade cresce para 7 vezes.

Condições médicas

Algumas situações de saúde também servem como gatilho para o sonambulismo. Febres e convulsões, por exemplo, impactam o funcionamento do cérebro e aumentam a prevalência.

Outros distúrbios desse momento de repouso podem ser os vilões. De acordo com a Universidade Loyola de Chicago, a apneia do sono é um fator de risco. Em média, 10% dos pacientes com a condição obstrutiva têm quadros de sonambulismo.

Já a narcolepsia é marcada por uma sonolência diurna em excesso. Ela acomete entre 25 e 50 pessoas a cada 100 mil e pode desencadear o sonambulismo. Uma pesquisa do Hospital de Veteranos de Hampton, indicou a relação entre os cenários.

Uso de medicamentos e drogas

A ingestão de certos componentes químicos é capaz de alterar o funcionamento do cérebro e, assim, aumentar as chances de haver o sonambulismo. Sedativos e hipnóticos, por exemplo, podem desencadeá-lo como efeito colateral.

Universidade Estadual da Louisiana estudou um paciente que fazia uso de um medicamento do tipo e tinha diversos distúrbios do sono. Após parar com a medicação, os problemas também cessaram. O impacto ainda é observado em situações que envolvem anticonvulsivantes e até com alguns antitérmicos.

O uso de drogas lícitas e ilícitas é igualmente prejudicial. Para pesquisadores do Centro Médico Nacional Infantil, a ingestão de cafeína antes de deitar está altamente relacionada à prevalência. Já um estudo do Centro Médico Lankenau demonstrou que o consumo de álcool está associado a parassonias, dentre as quais está o sonambulismo.

Fatores emocionais e psicológicos

O estado emocional também tem grande impacto no descanso e, portanto, nesse quadro. O estresse muda a química do cérebro e o mantém em alerta. Isso causa alterações no sono REM e pode servir de gatilho.

Distúrbios psicológicos são igualmente destacáveis. Para os pesquisadores da Universidade Stanford, os riscos desses cenários são maiores em quem sofre com depressão e/ou ansiedade.

Padrão inadequado de sono

Para completar, certas características do descanso potencializam a ocorrência de eventos de sonambulismo. Quem viaja entre fusos horários encara o chamado “jet lag”. O corpo demora a se acostumar às abruptas mudanças no relógio e isso prejudica o sono, o que aumenta o risco de sonambulismo.

Outra possibilidade inclui não dormir corretamente por longos períodos. A Universidade de Montreal conduziu um estudo em que os participantes ficaram acordados por 25 horas. Devido ao nível extremo de cansaço, ocorreram efeitos anormais, como o sonambulismo.

Já as interrupções causam uma “quebra” nos padrões de sono. Um colchão desconfortável ou uma temperatura desagradável podem fazer o corpo executar atividades indesejadas, mesmo sem acordar.

4. Quais os sintomas do sonambulismo?

Agora que você já conhece o que tem potencial para levar a esse quadro, é indispensável identificar os principais sintomas. Saber avaliar o distúrbio é um passo importante para entender, exatamente, como ele se manifesta.

Cada pessoa é diferente e a intensidade também varia. No entanto, algumas ocorrências aparecem com maior frequência. A seguir, veja aspectos que merecem a sua atenção.

Movimentação durante o sono

Durante um sono tranquilo e considerado “normal”, apenas movimentos leves acontecem. É o que ocorre quando você muda de posição ou simplesmente respira. No sonambulismo, entretanto, a movimentação é forte e atípica para um momento que deveria ser de repouso.

Quadros leves envolvem a pessoa que se senta na cama e procura ao redor, antes de voltar a deitar. Alguns costumam falar e podem até ficar um pouco agitados. Já os intensos incluem movimentos bem mais complexos, como levantar e andar pela casa.

Sem o devido cuidado, um sonâmbulo que apresenta um quadro mais intenso consegue abrir a porta e, em certos casos, até dirigir por longas distâncias. Crianças, especialmente, podem se colocar em risco, como em sacadas e escadas.

Falta de resposta quando questionado

Ao mesmo tempo em que todos esses movimentos acontecem, a pessoa se torna pouco responsiva. Embora ela aja como se estivesse acordada, permanece inconsciente e incapaz de reagir a certos estímulos.

Perguntar para um sonâmbulo aonde ele vai, por exemplo, normalmente resulta em silêncio. Isso se dá porque o indivíduo não se engaja em uma conversa pela inconsciência do sono profundo.

Terror noturno

terror noturno é uma parassonia conhecida por gritos de aflição e um semblante que parece assustado. É como se a pessoa que dorme estivesse presa em algum tipo de situação de medo da qual não consegue sair.

O estágio, combinado ao sonambulismo, é especialmente perigoso e relativamente comum em crianças. Pode ser o caso de quem tem um pesadelo e decide “fugir” da cama, sem acordar. Também é o que ocorre com a criança que encara esse pânico e corre para o quarto dos pais, ainda que sem total consciência.

Desorientação

Em muitos casos, o sonâmbulo fica desorientado. Como não está consciente, pode ter dificuldades em saber onde está ou mesmo o que está fazendo. Há quem não consiga voltar para o quarto e acorde em um local completamente diferente, por exemplo.

O sintoma ainda pode causar acidentes, como quedas de escadas, quebra de itens específicos e casos semelhantes. Curiosamente, a sensação de dor é impactada nesse período. Os pesquisadores da Universidade de Montpellier encontraram uma forte correlação com o quadro e analgesia.

Então, muitas pessoas não sentem nenhum incômodo enquanto estão nessa fase. Isso causa ainda mais desorientação e favorece a ocorrência de lesões graves.

Amnésia

Mesmo que esteja de olhos abertos, o sonâmbulo não está desperto. Ele permanece inconsciente, dentro da etapa profunda do sono. Como consequência, realiza ações sem ter conhecimento do que faz.

Na prática, isso leva a um dos sintomas mais clássicos: a amnésia no dia seguinte. Na maioria dos casos, a pessoa acorda sem se lembrar de nada do que fez durante a noite. No que depender da própria percepção, ela pensa que dormiu a noite inteira.

Ao mesmo tempo, há impactos físicos, como o cansaço devido à grande movimentação e até possíveis hematomas, machucados e lesões diversas. Esses elementos, associados ao relato de quem viu o sonâmbulo durante a noite, ajudam a completar as lacunas deixadas pela amnésia.

No entanto, há um sintoma controverso: o comportamento violento. O quadro de sonambulismo tem sido usado como justificativa para várias atitudes criminosas, como ataques de fúria, furtos e mais. Contudo, ainda não é possível garantir que esse seja um dos efeitos, já que faltam estudos para comprovar a ocorrência.

5. Como é feito o diagnóstico do sonambulismo?

Embora reconhecer os sintomas seja importante, não é o suficiente para diagnosticar. Como dito, o sonambulismo se manifesta de maneira diferente para cada pessoa e isso tem que ser considerado.

Somente alguém capacitado pode identificar o problema, então é preciso recorrer a um profissional voltado para o estudo sobre o comportamento do sono. Os especialistas atuam em várias áreas. Na medicina, um clínico geral ou um neurologista são indicados. Também há o psiquiatra e o médico exclusivamente dedicado ao repouso. Depois de fazer essa escolha, veja como é feito o diagnóstico.

Reconhecimento de sintomas

Estar atento às ocorrências é fundamental para o contato inicial com o especialista no tema. Afinal, é nesse momento que é possível comentar todos os sintomas e anomalias que têm sido observados ao longo do tempo.

Se você acha que sofre com isso, é essencial relatar padrões incomuns no sono e até indicações dadas por outras pessoas sobre o que tem feito. É algo que serve para o profissional entender melhor o caso e já direcionar as próximas etapas do diagnóstico.

Identificação do estilo de vida e saúde

Após a análise de sintomas, o especialista parte para uma análise das condições de saúde e do cotidiano. Quem tem histórico na família tem mais probabilidades de ser sonâmbulo, como visto. Então, o profissional usa esse dado para avaliar o paciente e já direcionar o diagnóstico.

São abordadas questões como tempo médio de descanso por noite, uso de medicamentos, abuso de substâncias e demais pontos. Também é o momento de pontuar se ocorrem outros distúrbios do sono, como a insônia ou a paralisia noturna.

Exame físico

Dependendo do caso, o especialista executa um exame físico para reconhecer como anda a saúde do paciente. Quem é obeso tem maiores chances de desenvolver apneia, que é um gatilho para o sonambulismo. Também são observados outros quadros que possam indicar algum problema ou fator.

Não menos importante, o exame pode ser realizado para identificar lesões potencialmente ocorridas em um episódio sonâmbulo. Assim, o profissional consegue verificar melhor a gravidade, caso seja realmente diagnosticado.

Análise psicológica

Dependendo do que você relatar no momento inicial, talvez seja necessário passar por uma avaliação psicológica. O principal objetivo é reconhecer alterações como ansiedade, depressão e problemas relacionados.

O processo, normalmente, é feito por um psicólogo ou psiquiatra. O interesse consiste em entender se existe algum gatilho consolidado nesse sentido, o que pode ajudar a explicar a ocorrência dos sintomas.

Monitoramento do sono

Depois de compreender esses aspectos, costuma-se realizar testes ligados ao repouso. O estudo do sono monitorado é o mais comum e o que oferece maior nível de precisão. Basicamente, consiste em dormir em um ambiente controlado e com total monitoramento.

A partir do reconhecimento de padrões cerebrais e de movimentações durante o período, o especialista é capaz de confirmar o quadro ou de identificar outras parassonias. Se for preciso, é empregada a sonoterapia, que induz o paciente a um repouso profundo para a avaliação.

Dependendo do caso, o profissional também pode recomendar que você faça o monitoramento do sono em casa. Por meio de aplicativos e dispositivos eletrônicos, é fácil entender o seu comportamento. Com os dados, há o diagnóstico efetivo.

6. Quais são os tratamentos para o sonambulismo?

O sonambulismo não é exatamente uma doença e, por isso, não dá para dizer que “tem cura”. Como acontece com maior regularidade em crianças, tende a desaparecer naturalmente, conforme o pequeno se desenvolve.

Entretanto, se o problema for muito grave, frequente e/ou ocorrer em adultos, vale a pena recorrer a abordagens específicas para o cuidado. A seguir, veja quais são os principais caminhos utilizados.

Tratamento de doenças primárias

Como deu para ver, algumas doenças podem ser as causadoras do sonambulismo. Quem sofre com a Síndrome de Burnout, por exemplo, tem altos níveis de estresse e pode encarar o cenário. O mesmo vale para quem tem depressão, ansiedade, dependência química e outros quadros. Então, o sonambulismo é, de certo modo, apenas mais um sintoma de outro quadro preexistente.

O tratamento demanda atenção específica a cada condição de saúde. A intenção é reverter as alterações, pois isso “desarma” o gatilho que leva às ocorrências.

Cuidado com outras parassonias

Além das doenças, outros distúrbios do sono podem aumentar os riscos desse problema. A apneia é uma das principais vilãs, mas a insônia também merece destaque. Novamente, o sonambulismo é um efeito de algum problema anterior, então convém tratar a alteração original.

Quem sofre com apneia, por exemplo, pode optar por perder peso ou utilizar máquinas para melhorar o sono. Diante da abordagem correta, é possível ter mais consistência e maior qualidade, o que ajuda a diminuir as probabilidades de encarar um episódio do tipo.

Intervenção medicamentosa

Não existe um “remédio para o sonambulismo”, já que não se trata de doença. Contudo, algumas manifestações exigem uma intervenção medicamentosa para que o quadro possa ser resolvido.

É o caso de quem tem que ser medicado com um tipo de relaxante ou indutor do sono. A dose deve ser a adequada e o sonambulismo não pode ser um efeito colateral. Também há quem recorra a medicamentos para condições específicas, como os antidepressivos.

Uso de técnicas de relaxamento

Não menos importante, dá para utilizar técnicas de relaxamento para aliviar o estresse e para garantir noites mais tranquilas. Práticas como ioga e meditação ajudam a “limpar” os pensamentos e podem favorecer o descanso. Ainda há a chamada auto-hipnose, que permite que o paciente pegue no sono com facilidade.

Outras possibilidades incluem o uso de sons relaxantes, a aromaterapia e atividades que exploram os sentidos. Principalmente para quem sofre com outros distúrbios, essa abordagem é bastante eficiente.

Cuide da segurança física

Além de tudo, é indispensável evitar que o quadro dê origem a problemas graves, como lesões e até ocorrências fatais. Por isso, é fundamental pensar na segurança física em todo o lar.

Deixe as chaves em locais difíceis de alcançar por alguém que esteja em um estado sonâmbulo e tranque bem as janelas e elementos de passagem — especialmente, para crianças. Ainda é imprescindível retirar o acesso a objetos pontiagudos e tentar manter a pessoa no menor número possível de cômodos.

7. É possível prevenir o sonambulismo?

Como a causa desse distúrbio ainda não é conhecida, não existe uma forma de prevenir totalmente a ocorrência do sonambulismo. Contudo, é viável realizar algumas ações que diminuem as chances dos problemas se concretizarem.

Fatores como idade e predisposição genética não podem ser mudados, mas os ligados aos hábitos de vida, sim. Então, veja medidas que ajudam a evitar quadros como esse.

Cuide da higiene do sono

Dormir bem, com consistência e sem interrupções é um dos pontos para reduzir as chances de ocorrência. Portanto, é essencial ter atenção com a chamada higiene do sono.

Esse cuidado consiste, por exemplo, em criar bons hábitos, com horários para acordar e para repousar. Dessa forma, o seu corpo se acostuma a descansar por tempo suficiente, o que combate outros distúrbios.

Também é importante escolher um colchão de qualidade, ter bons travesseiros, controlar a iluminação e climatizar o ambiente. Tudo isso garante conforto e, com menos incômodos, as chances de despertar no meio da noite são reduzidas.

Evite o abuso de substâncias prejudiciais

Consumir cafeína perto do horário de dormir ou abusar do álcool só faz com que o cérebro fique “confuso”. No momento do sono profundo, é a receita para ter um episódio de sonambulismo.

A melhor forma de evitar, portanto, é não abusar do consumo desses elementos. Não exagere na quantidade de álcool e evite certas comidas e bebidas perto da hora de ir para a cama. Assim, é possível deixar o cérebro descansar corretamente, sem tantos riscos quanto a esse quadro.

Mantenha um estilo de vida saudável

Cada atitude no cotidiano conta para o comportamento ligado ao sono. Então, é essencial ficar atento a certas ações para ter uma vida saudável e ter menos probabilidades de se deparar com um problema do tipo.

Alimente-se corretamente e pratique atividades físicas, pois isso favorece o metabolismo e os ciclos de repouso. Também é indispensável livrar-se do estresse, já que ele pode causar alterações cerebrais e, portanto, no descanso.

Não se esqueça de criar uma rotina relaxante antes de dormir. Evite aparelhos eletrônicos e cultive os bons hábitos. Desse jeito, você impede que os principais gatilhos sejam disparados.

O sonambulismo é um distúrbio do sono relativamente comum e prevalente na infância. Como pode causar problemas para quem sofre com ele, é essencial buscar um especialista diante dos sintomas. Com a abordagem adequada, os quadros se tornam menos frequentes e a qualidade do sono é favorecida.

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